Ouvi todas aquelas músicas que considerávamos nossa. Ainda hoje conheci muitos álbuns novos e quis compartilhar contigo, portanto, você não está mais aqui e não faz sentido querer te lembrar o que já passou. Tempos atrás, culpava-te pela dor que seu abandono me trouxe. Para ser franca, ainda sinto mágoas, mas perdôo-te por isso.
Todas essas músicas, melodias, e até mesmo o barulho da chuva que cai lá fora, me fazem lembrar dos bons momentos que passamos juntos; momentos que pareciam não ter fim. E hoje trago saudade de nós dentro de mim, e eu nem sei onde você está. Talvez esteja em outro planeta, em outras camas, em outras vidas, só não está aqui comigo. Como posso saber?
As letras dessas músicas carregam um pouco de nossa história, parece até que foram inspiradas em nós. Não é engraçado? Sinto, em todo o meu corpo, a dor e a beleza da melancolia que as lembranças me proporcionam. E ainda ouso dizer que ouço “quando bate aquela saudade” e me lembro de você com carinho: “a gente fica longe e volta a namorar depois”. Creio que não haverá depois. Creio também que essa música não poderá ser declarada à mais ninguém, pois foi nossa.
Para finalizar esta carta que nunca será entregue, quero dizer que sinto falta do nosso amor; e que, a saudade que pesa em meu peito, me faz querer nunca amar outro alguém novamente. Mas, ainda assim, sigo em frente e deixo meu coração aberto para novos amores.
Entre nostalgia e melancolia, por
regenciado. (via
regenciado)